Fio de Ariadne

LÍNGUA PORTUGUESA

MAXIXE

O chocalho dos sapos coaxa

como um caracaxá rachado. Tudo mexe.

Um vento frouxo enlaga uma nuvem baixa. Fofa.

E desce com ela, desce

e não a deixa e puxa-a como uma faixa.

E espicha-se e enrolam-se. E o

feixe rola

e rebola como uma bola

na luz roxa

da tarde oca

boba

chocha.

(Guilherme de Almeida – 24/07/1890 – 11/07/1969)

Guilherme de Almeida foi um jornalista, poeta, escritor e tantos outros afazeres. Paulista de Campinas, faleceu em São Paulo em sua residência, hoje um museu que leva seu nome.

A partir de então, Terezinha Silva juntamente com sua irmã Maria Geralda,  a Terê e a Gegê, como carinhosamente as chamo, me escreveram que assistiram a  uma reportagem sobre este Museu:

“No dia 05 de Maio foi comemorado o dia da Língua Portuguesa nos países lusofonos. O programa de TV A Antena Paulista apresentou a casa de Guilherme de Almeida, hoje um Museu, onde há espaço para concertos, poesias e palestras. Talvez fosse seu lugar preferido da casa a biblioteca, onde Guilherme passava a maior parte do seu tempo, lendo e descansando. Alí conservam-se alguns objetos de seu uso pessoal como o chapéu, o par de luvas e um casaco. Neste acervo há também uma carta/documento de beatificação do Padre José de Anchieta escrita pelo Papa João XXIII.

No quarto de dormir há uma grande cama com docel e junto a ela uma poltrona estampada onde Guilherme costumava tirar umas pestanas, e foi alí, o seu falecimento”.

Terê e Gegê escreveram ainda, que “junto com estudantes e visitantes, o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, comemorou por 3 dias esta data tão importante. Estas comemorações foram no entorno do Museu, já que o mesmo ainda sofre reparos e restauros por conta de um grande incêndio que sofreu”.

Logo teremos a reinauguração do Museu da Língua Portuguesa na cidade de São Paulo, antiga Estação da Luz.

Estamos no aguardo.

Maio/2019. As irmãs inseparáveis Maria Geralda Silva e Terezinha Silva, hoje também  nossas colaboradoras.

 

2 comentários em “LÍNGUA PORTUGUESA”

  1. Nossa língua é mesmo muito rica e temos grandes escritoras e escritores trabalhando pela manturenção dessa riqueza. A esse time, temos agora a Geralda e a Terezinha. Grande abraço.
    ZéLuis

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