Fio de Ariadne

O ERRO ESTÁ EM NÓS.

A comunicação só acontece quando a outra pessoa recebe e entende a mensagem que lhe enviamos. Não adianta querer que a outra pessoa nos entenda se não nos colocarmos no lugar dela. Isto é, se criarmos empatia e aceitarmos suas características pessoais, como cultura, tradições, pensamentos, problemas internos etc.

Mas é frequente que ao percebermos que nossa mensagem não foi entendida e recebermos uma resposta que não nos satisfaz, imediatamente julgamos que o outro não tem qualidades para entender, absorver e responder à altura que desejamos. Então, lá vem: “essa pessoa é burra, como pode responder assim a uma questão tão simples, definitivamente eu sou mais inteligente que ela”. E o diálogo assim prossegue, na verdade se torna um monólogo, porque achamos que temos mais conhecimento que o outro. Porque acontece isso? Em geral porque nosso ego tem o hábito de nos colocar fora ou acima da realidade. Não nos deixa chegar ao nível do outro. Fazemos julgamentos preconcebidos, ou colocando o outro num patamar inferior ou acima. Sempre desconhecendo a realidade. Dificilmente fazemos esta pergunta: Quem sou eu mesmo?

Quando não temos a necessária humildade de olhar para o nosso interior, achamos que o mundo está errado e nós estamos sempre certos.

Na espiritualidade admite-se que este mundo é pura ilusão, no que até certo ponto a ciência também concorda, ao observar o universo através da mecânica quântica, somos apenas vibrações energéticas. A matéria tal como a entendemos ou aceitamos, é pura ilusão. Então, para nos integrarmos nesse universo, temos que atuar na mesma freqüência do outro.

O que queremos fazer quando nos relacionamos com alguém? Queremos que esse outro atenda nossas expectativas e nos apóie para chegarmos juntos a um mesmo objetivo. Se a iniciativa parte de mim, tenho que ajustar minha freqüência com a dele, para podermos agir na mesma  sintonia. A verdade está conosco? Como responderia um célebre seriado: a verdade está lá fora. Temos que nos despir de nossas convicções, muitas vezes mesquinhas, para fazer essa sintonia. Caso contrário, como acontece muito nos relacionamentos pessoais e sociais, as pessoas procuram se juntar com outras com a mesma perspectiva de vida, e excluem as que julgam ser ‘os outros’. Está criado o antagonismo que, longe de ajudar na evolução da humanidade, no seu aperfeiçoamento tanto espiritual como material, facilitam /criam desgastes que podem perdurar por muito tempo. Isso não está de acordo com a Natureza, que nos mostra como a harmonia entre todos os seres, inanimados, vegetais, animais e o homem é que leva a um estado de felicidade comum. Portanto, as dissensões entre pessoas e grupos podem trazer alegria passageira para alguns e infelicidade para os demais. Nenhum outro ser no planeta Terra está tão distante desse estado como os humanos.

Tem saída? É evidente que quando começarem a usar a mente e o coração, as pessoas através dessa condição/ estado de harmonia, terão as melhores oportunidades de ser felizes. O erro NÃO ESTÁ NOS OUTROS, E SIM DENTRO DE NÓS MESMOS.

Basta virar a chave, ser tivermos coragem para reconhecer nossa falibilidade pessoal.

José Luis Cardieri – Jan./19

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