Fio de Ariadne

Oficina da Memória – GAIA

Hoje, foi o retorno aos encontros semanais da Oficina da Memória no GAIA – Grupo de Assistência ao Idoso, à Infância e Adolescência.

E qual minha surpresa e alegria ao reencontrar um grupo super animado, que me recepcionou cantando e abraçando, eita coisa boa! juntamente com algumas pessoas que chegaram pela primeira vez.

Todos bem entusiasmados, parece ser esta a marca registrada que se efetiva neste grupo.

Só para o aquecimento, algumas brincadeiras a cada participante que chegava todos cantávamos uma música de acolhida.

Depois conversamos sobre a questão da memória ou a falta dela, o que apavora e muito a pessoa idosa. Falamos sobre o formato e objetivo das atividades. Todos atentos a cada palavra.

Por fim fizemos pequenos exercícios onde primeiramente foi pedida a atenção total de cada participante nas apresentações pessoais. Cada um falava o seu nome e em seguida fazia um gesto a sua escolha. O vizinho da direita, deveria dizer o nome do seu vizinho e o gesto que fez, em seguida se apresentava e fazia um novo gesto. O vizinho da direita repetia o nome e o gesto do vizinho e se apresentava. Depois de todos se apresentarem, foi pedido que o grupo, hoje com 35 pessoas, repetissem os nomes de algumas pessoas apontadas aleatoriamente, e qual o gesto que executaram. Pessoal bem antenado!

Num segundo momento foi falado sobre atenção, se as pessoas prestam a devida atenção ao que estão fazendo. Se prestam atenção ao que leem, ao que assistem na TV, na conversa com outra pessoa, se esta atenção está afiada a ponto de se conseguir contar o que viu, leu ou ouviu.

Grupo realmente participativo e atento, muitas dicas  preciosas vindas do próprio grupo.

Por último, o grupo foi dividido em subgrupos de cinco participantes cada, e deveriam levantar o maior número de palavras que comecem com a letra D e com apenas 4 letras.

Alguns participantes perguntaram se poderiam escrever. A resposta foi NÃO, tentem trabalhar e guardar na memória apenas.

Quando já de volta ao grupo maior, os subgrupos foram contando as palavras que se lembraram, e tudo virou uma grande festa e risadas. Tudo muito bom.

O melhor, pelo menos para mim,  foi quando terminamos a oficina, e muitos participantes fizeram fila para me cumprimentar, agradecendo e alguns com depoimentos como: “Eu não gostava de fazer palavras cruzadas, hoje faço todos os dias, depois que comecei a vir na oficina”. outra: “E já falei que mesmo estando numa crise muito grande com a prefeitura que está dificultando o trabalho, a Oficina da Memória não pode acabar, afinal nos ajuda no nosso dia a dia”. outra: “Eu não sabia ler, lia muito pouquinho, mas com o incentivo desta oficina tenho lido como você já me orientou, em voz alta, estou lendo cada dia melhor”. mais uma: “Obrigada pela delicadeza, gentileza e paciência para nos ouvir”. E outras tantas que não mencionarei para não virar vaidade.

Enfim, apesar das dificuldades que parecem se avizinhar, este grupo do GAIA me enche de alegria e esperança no coração e uma certeza que temos sim que continuar nossa jornada, e se depender de mim, estou prontíssima a abraçar causas deste tipo.

Minha eterna gratidão pela oportunidade e recepção deste povo MARAVILHOSO.

 

 

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