Fio de Ariadne

O Mistério do par de meias

Não sei se já aconteceu contigo caro leitor(a), mas comigo é frequente.

Dependendo do grau da sujeira, os pares de meias vão direto para a máquina de lavar, e se necessário, vão para para o tanque afim de serem esfregadas.

Depois de todo processo de lavagem, os pares de meias vão para o varal ou secadora.

Até aqui, nenhuma novidade às donas de casa.

O mistério surge, no momento da organização dos pares de meias a serem guardados.

É muito comum nos depararmos com meias sem seus pares. Onde foram parar os pares de meias?

O mesmo acontece com os potes de plástico para guardar comida na geladeira e suas tampas. Não importa a marca dos potes, se grandes ou pequenos. Num determinado momento assim como do nada, há tampas que simplesmente desaparecem…

Eu costumo dizer que no meu quarto há gnomo fêmea de uma orelha só. Vivo perdendo um par de brincos dentro do meu quarto. Tenho uma caixinha onde guardo os brincos desparceirados…. São muitos. Dá até para colecioná-los. Coleção de brincos sem seus pares.

Estamos aqui brincando sobre os pares de meias, as tampas de potes de plástico, os brincos, mas o que isto tudo tem a ver com nossas vidas?

Podemos dizer a princípio que nada, só mais uma constatação do cotidiano. Quem nunca????

A questão esquenta quando usamos estas constatações de forma metafórica:

Um par de meias serve para acolher, proteger, calçar…

Um pote de plástico serve para armazenar, guardar, proteger o alimento…

Um par de brincos serve para adornar, enfeitar.

O interessante é que sempre são aos pares: As meias, o pote e sua tampa, os brincos… E são estes e tantos outros que perdemos.

Como somem tão misteriosamente?

E mais interessante ainda, eles sozinhos não tem serventia alguma. Perdem totalmente o seu valor.

Daí eu penso, já que é Dezembro e então é Natal… e me lembro de todo este significado, penso que eu sozinha nada sou.

Eu sozinha, é como a meia limpinha, lavada e seca mas sem seu par.

Eu sozinha, é como o pote sem sua tampa, nada protege.

Eu sozinha, é como o brinco que brilha numa orelha mas há a outra orelha. E eu penso no outro lado…

Eu preciso do outro par, eu preciso da tampa, eu preciso do outro brinco.

Preciso não por necessidade e por dependência.

Preciso para que haja harmonia e complementariedade. Preciso porque reconheço o outro e seu valor. Sem ele, não formaríamos o par.

 

 

 

 

 

 

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