Fio de Ariadne

O SORRISO, SUA MARCA REGISTRADA

… E quando nos tocamos, a perda já aconteceu. Não adianta mais colocarmos cerca para defender o gado, ele já fugiu, já era.

Esta é uma metáfora que penso muito. Como lidamos no cotidiano com os sentimentos pelas pessoas, pela natureza, por nós mesmos?

Não adianta tomarmos atitude depois que o leite foi todo derramado. A prevenção, o cuidado, o trato, o carinho devem ser vividos desde sempre.

Ontem perdemos um grande amigo, daqueles que entra numa sala e chama atenção pela alegria, pela simplicidade, pela autenticidade, pelo sorriso.

Ismar  o seu nome,  trazendo na bagagem, e que bagagem, palavras de amizade e ânimo. Nunca visto de cara fechada, e na brincadeira sempre sadia e conveniente recheada de ensinamentos:

“Deixe-me comer e eu viverei,

Mas se me deres água certamente morrerei.

Quem sou eu?”

O FOGO

 

“Nada peso, mas você pode me ver,

Coloque-me num balde com água e ele mais leve ficará.”

Quem sou eu?

O Furo

 

“Du, descobri o que quer dizer Pi, você sabe?

Eu respondo: Pi é um valor matemático, e me lembro que é 3,14…. e ele não tem fim, é isto?

Ismar responde:

Não, eu descobri que o Pi tem fim sim, e acaba no Paraná.

Ai Ismar, lá vem você… como acaba no Paraná? respondi já rindo.

Ah, é lá no Paraná que Pi Acaba. Entendeu Du??? “Paranapiacaba””.

Infame…

 

Numa outra oportunidade, me contou sério, se é que fosse possível, que estava ela andando pelas ruas do centro onde havia vários ciganos, e uma cigana foi andando ao seu lado dizendo que gostaria de ler a sua mão. Não, não acredito nestas bobagens disse à cigana. E ela insistia, por $ 1,00 leria sua mão contando seu passado, presente e futuro. Tamanha a insistência da cigana ele lhe deu $ 1,00. A cigana então começou a contar algumas coisas, não sei se verdadeiras, mas falou muitas coisas que incomodaram e ele pediu o dinheiro de volta. Nova discussão. Queria por que queria o dinheiro de volta, onde se viu aquilo? A cigana falou, mais tarde eu lhe devolvo o seu dinheiro, quando menos esperar encontrará sua moeda.

Irritado, apressou os passos e entrou numa lanchonete. Pediu um cachorro quente e um suco de laranja…

“Du, você não sabe o que encontrei quando abri o meu lanche…

E eu, “ah, não me diga que era a moeda, por favor… me conte isto…

E ele, as gargalhadas: Claro que encontrei a salsicha no meio do pão, oras bolas!”

 

Não tinha como não contar um pouquinho de quem era o amigo Ismar, brincalhão, sempre com um “causo” a ser contado, uma graça de pessoa, e que bom que tive a oportunidade de conhecê-lo e aprender muito com ele.

Vá em paz, meu amigo!

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