Fio de Ariadne

AS EXPECTATIVAS DA VIDA

“Subi a montanha para alcançar as estrelas, voltei invejando os cegos e surdos que encontrava no caminho.”

(Omar Khayyám – cientista e poeta persa – 1048/1131)

O orientador espiritual Ram Chandra observa que não é recomendável que criemos e alimentemos expectativas, caso elas não se concretizem, nos levarão à frustração. O melhor é vivermos numa condição equilibrada de ‘aqui e agora’. Isto não significa vivermos sem objetivos. Todos precisam tê-los e de forma bastante clara.

Para chegar lá a pessoa deve traçar algumas rotas viáveis e alternativas. O problema pode ser que o objetivo seja algo irrealizável, muito além de nossa capacidade de concretizar. Seria então apenas um sonho, uma ilusão.

Iludida por si mesma, a pessoa fica vagando por atalhos que não levam a lugar algum e isso leva à frustração. Como o caminhante que sobe a montanha não apenas para ver as estrelas, ele está desejoso de alcançá-las. Até poderia fazer isso, usando o coração e um instrumento chamado imaginação. As estrelas deixariam de ser um objeto material inatingível e seriam facilmente alcançadas e palpáveis, pelo caminho do coração.

Frustrado, nosso caminhante retorna para a dura realidade e encontra pessoas cegas e surdas cujo sonho não é chegar às estrelas, mas usufruir aquilo que a montanha oferece e que está ao alcance de seus sentidos. Eles reconhecem suas limitações e seus egos são bastante humildes e não soberbos para não querer chegar a objetivos que não têm condição de atingir.

Então se deve acomodar às limitações? Podemos escolher entre a acomodação e o desafio de enfrentá-las. Quem se acomoda perde a oportunidade de justificar sua própria existência neste mundo. Como o passageiro de trem que fecha a janela, viaja e não tem a menor idéia do caminho que o leva ao destino final. Quem aceita desafios procura conhecimento e instrumentos para se fortalecer e ir adiante. É como subir a montanha sabendo que, talvez, não consiga alcançar as estrelas, mas poderá senti-las através do seu coração, que está aberto para a Luz e para a Energia do Universo.

 por José Luis Cardieri

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