Fio de Ariadne

MEMÓRIA

Dentro do fenômeno do envelhecimento da sociedade, os olhares de cuidados pessoais e dentro da família são intensificados na mesma proporção.

Juntamente com o envelhecimento, muito é discutido e estudado sobre as doenças e dificuldades que o longevo enfrenta.

A memória e/ou a falta dela não foge deste contexto.

Muitas pessoas me procuram com esta queixa: não se lembra onde deixou seu documento, esquece o arroz no fogo, não sabe onde deixou os óculos ou mesmo a chave de casa…

Não podemos ser simplistas a ponto de considerar qualquer falta de memória de um nome, um lugar, uma situação como algo patológico e rotularmos com as famosas demências como o Alzheimer por exemplo.

São vários os fatores comprometedores na questão da memória. A falta de atenção é uma delas.

A falta de atenção pode ser uma distrabilidade ou mesmo dentro de algum contexto onde não haja muito interesse.

Tudo aquilo que os interessa, que passa pelo campo emocional, temos tendência a lembrar deste acontecimento.

Costumo fazer um exercício bem simples com alunos e pacientes que me procuram com esta questão tão relevante sobre a memória, e claro se já foram descartados os diagnósticos das demências que comprometem a memória:

Tente se lembrar qual o time de futebol foi campeão no campeonato de 1990, por exemplo. Os apaixonados por futebol provavelmente se lembrarão, principalmente se o time do coração foi o campeão.

Tente se lembrar quem foi a miss universo 2011, por exemplo. Provavelmente se lembrarão aqueles que gostam do assunto.

Tente se lembrar qual novela nas 21:00 passava no ano de 1988, quem eram os protagonistas. Provavelmente se lembrarão os fissurados por telenovelas.

Podemos levantar estes pequenos desafios para a pessoa.

Por último, peço para a pessoa se lembrar de sua primeira professora. É uma coisa incrível e muito bonita de se ouvir e assistir.

O longevo normalmente se lembra daquela pessoa que o conduziu para o mundo do saber. Lembra-se do nome do seu mestre, onde morava, lembra-se do tom de voz, das roupas, enfim, lembra-se daquela pessoa com muito carinho.

Os lapsos de memória aqui descritos acontecem por serem as chamadas memórias transitórias, ou seja, com pouca capacidade de armazenamento. Só tem chance de ir para a lembrança permanente as experiências vividas e selecionadas pela concentração.

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