Fio de Ariadne

FÁBULAS E O DINHEIRO EMOCIONAL

Algumas pessoas quando não conseguem o que querem, desejam ou necessitam, culpam logo terceiros ou circunstâncias por suas frustrações. São pessoas que se sentem incapazes de realizar algo.

E para a preservação de sua auto-estima, disfarçam muitas vezes de forma inconsciente os verdadeiros motivos de sua inabilidade em buscar recursos e capacidades pessoais para resolver problemas imediatos. Essa pessoa tende a ajustar suas necessidades narcisistas utilizando-se do raciocínio lógico para justificar ou explicar suas falhas e limitações. Tudo passa a ser justificado, nada resolvido.

Passamos então à Fábula que ilustra o nosso propósito:

 “Uma raposa solitária há muito sem comer e magra de fome, depois de muito perambular chegou a uma grande plantação de uvas. As parreiras estavam cobertas de frutos, com muitos cachos cheios e maduros, prontos para o consumo.

Como não havia ninguém à vista, a raposa entrou sorrateiramente no parreiral, mas logo descobriu que as uvas estavam muito altas, os galhos se enroscavam num alto caramanchão, fora do seu alcance.

Ela pulou, errou, tornou a pular; mas todos os seus esforços foram inúteis. Cansada, a raposa começou a sentir dores pelo corpo, e finalmente, frustrada e zangada depois de um último pulo, exclamou desdenhosa:

 – Ora, eu não quero mesmo. Estas uvas estão verdes!”

“A RAPOSA E AS UVAS” é mais uma fábula atribuída a Esopo e que foi reescrita por La Fontaine. Há muitas variações na narrativa, mas sua essência é sempre a mesma, e é o que nos interessa:

. É fácil desprezar aquilo que não se pode obter;

. Aquele que se sente incapaz de atingir uma meta tende a depreciá-la para diminuir o peso de seu insucesso.

Pois bem, a raposa tinha um problema que era o de alcançar as uvas e usou apenas o recurso de pular, sequer procurou uma escada, um banquinho ou uma caixa para subir, ou mesmo uma vara para alcançar o seu objetivo, preferiu negar o seu desejo. Foi embora frustrada e continuou esfomeada.

Assim acontece com muitas pessoas, que não se ajustam ao novo, não buscam possibilidades, não criam ou não reconhecem os recursos internos e externos para a solução dos problemas da sua vida. Preferem negar os seus desejos, as suas necessidades, os seus sonhos. Assim como a raposa, caminham pela vida frustradas e esfomeadas.

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