Fio de Ariadne

REVOLUÇÃO

                    
A França aprovou recentemente uma Lei que proíbe o uso da Burka e do Niqab pelas mulheres em lugares públicos naquele país.

O Governo Francês entende que esta é uma forma bastante fácil de alguém se disfarçar já que tais indumentárias possibilitam a uma mente mais ousada ou maliciosa para não dizer maldosa, utilizarem-na inadequadamente.

Junta-se a isso, há toda uma preocupação que caminha de acordo com os preceitos democráticos desde a Revolução Francesa que gritava o lema: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade.”

Este é um assunto que gera muita polêmica à medida que tal proibição fere costumes, crenças e cultura da população islâmica, mais precisamente a afegã e a paquistanesa. Seus adeptos acreditam que o uso de tais vestimentas representa a modéstia e o pudor feminino enquanto a mulher estiver em público, e que no seio familiar ela tem a oportunidade de ser e se apresentar como é.

O Governo Francês vem sendo criticado por radicais que entendem que não se pode mexer naquilo que é constituído por um povo, no caso o islâmico. Em contrapartida tem sido elogiado por outros que entendem que a liberdade de escolha há de prevalecer sempre.

Parece que o uso e o não uso da Burka e do Niqab não só na França como em todos os lugares, tem sido ao longo do tempo resolvido mais precisamente pelo homem ou por quem não vive a sua realidade efetiva.

Há os contra e há os a favor. Não importa. O ideal seria levantar a discussão, perguntar para a mulher que usa a indumentária islâmica o que realmente é melhor para ela. O que ela deseja.

Que venha então uma nova Revolução, e  que esta acolha a mulher por inteiro. Que toda mulher possa exercer a sua Liberdade,  Igualdade e  Fraternidade não na transparência ou não de suas roupas,  muito mais nas suas escolhas.

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo de travessia; e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos.” – Fernando Pessoa

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