Fio de Ariadne

APEGO

A palavra apego é em si positiva, significando afeição, simpatia por determinada pessoa, objeto, animal, ou situação. Deriva do verbo apegar, que significa agarrar-se, procurar amparo, valer-se de…

Torna-se o apego problemático quando o apegado por conformismo e conformidade de seus desejos e necessidades, coloca na mão do outro a própria felicidade.

Entende-se por outro uma pessoa, um animal de estimação, um objeto predileto, uma situação…

A pessoa que joga uma carga enorme sobre o outro, acredita que esse outro represente conforto e segurança. Na verdade está se limitando, se colocando à mercê, excluindo-se do resto do mundo. Vive para aquele que há o apego.

O Psicanalista John Bowlby estudou a Teoria do Apego e chegou à conclusão que: “No apego, a pessoa desenvolve sentimento de conforto e segurança na presença ou existência do outro. E é muito comum usar esse outro como “base segura” para a sua exploração do resto do mundo.”

E diz mais John Bowlby: “O comportamento de apego é qualquer forma de comportamento que resulte em uma pessoa alcançar e manter proximidade com algum outro indivíduo considerado mais apto para lidar com o mundo.”

Nós humanos precisamos sim do outro para o desenvolvimento e o relacionamento com o mundo, e é através do apego que funciona como um elo afetivo e social desenvolvido nas relações sociais.

Passa a ser um mal quando o apego gera preocupações, sensação de aprisionamento, angústia, tornando a pessoa infeliz, deprimida e egoísta.

A grande função do apego doentio? É a grande desculpa para o não viver.

O apego modifica a função básica e crucial do objeto, pessoa ou situação. Ele, o apego quando é doentio, ocupa um espaço sem vida, que não é utilizado.

O contrário do apego é o desapego e também não é bom, pois exercitar o desapego significa dizer deixar de se importar com algo ou alguém.

Parece então que o apego e o desapego são polaridades extremas, e como tudo que há equilíbrio é mais saudável, surge a possibilidade do não apego, que é o estado de liberdade que preserva, que permite, que liberta.

O amor é o mais puro não apego.

“Rico é aquele que é pobre de necessidades e apegos”

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