Fio de Ariadne

QUANDO EU MORRER…

Quando eu morrer nada levarei, apenas deixarei…

 Mas o que deixarei se nada tenho a oferecer?

Será que imóveis, bens materiais que podem ser deteriorados e desvalorizados em qualquer tempo?

Não, eu deixarei aquilo que me fará imortal.

Eu quero me imortalizar.

Pretensiosa? Vaidosa? Talvez, mas penso que todo ser humano deve deixar sua marca pessoal. Não pode permitir que sua existência tenha sido em vão.

Mas o que deixar para ser imortalizada?

Com certeza serão bens que transcendem a matéria. Bens e valores que acionarão boas lembranças:

A amizade por exemplo, é repleta de respeito, dedicação e lealdade, bem este que ajudará na profundidade da minha marca.

Não posso me esquecer da cidadania, um bem com consistência, sem ele não se está pronto para a convivência com as diferenças. E é ela, a cidadania, que dará forma à minha marca.

O amor é um bem inalienável e intransferível, ele é cumulativo e democrático, sempre aberto a novas experiências, reproduzindo-se numa sequência infinita, dando à minha marca a idéia de eternidade.

A humildade de me saber ignorante, mesmo assim com prontidão para o aprendizado. Marca esta que define o tamanho da pegada.

É assim que quero ser lembrada. É assim que deixarei a minha marca. É assim que serei imortalizada.

E na areia da vida, registro com cuidado cada pegada para que os meus queridos sintam apenas a doce saudade da minha existência.

Um comentário em “QUANDO EU MORRER…”

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