Fio de Ariadne

O MURO DO EU

Se navegarmos pela história da humanidade, depararemos com dois grandes muros:

1 – A Grande Muralha da China – Uma das sete grandes maravilhas da humanidade, com a exuberância em seu aspecto físico e mais ainda na grandiosidade em seus números:

      Tempo de construção: Aproximadamente 2 milênios.

      Pessoas envolvidas na construção: Sabe-se que são milhões de pessoas envolvidas.

A grande Muralha foi construída com a finalidade militar de defesa, por isso a complexidade arquitetônica.

2 – O Muro de Berlim – Construído em Berlim, na Alemanha, em 1961, com o objetivo único de separar de forma arbitrária a cidade tornando-a duas, a ocidental e a oriental. Duas formas políticas de governo inimigas, que se desrespeitavam e não se toleravam, separaram os habitantes. Separaram famílias, amigos, pessoas.

O muro de Berlim foi construído com a finalidade de separar as diferenças ideológicas.

Há com certeza um terceiro muro. Não é considerado assim uma “celebridade”, infelizmente  não é estudado nos bancos das escolas. É um muro muitas vezes ignorado, porém é muito conhecido das pessoas:  

O Muro do Eu – Construído ao longo da vida do ser humano. Ele não é físico, mas fácil de ser encontrado. Ele não é visível, mas fácil de ser enxergado. Ele não é concreto, mas fácil de ser sentido.

Os materiais utilizados em sua construção: O preconceito, a intolerância, a ignorância, a falta de amor, a impaciência, a soberba, o medo, os pecados capitais…

Assim como a Grande Muralha, O Muro do Eu é construído com a finalidade de defesa. Sim, defesa dos supostos inimigos.

E assim como a Muro de Berlim, O Muro do Eu tem a finalidade de separar tudo aquilo que é diferente.

O Muro do Eu é muito perverso e egoísta, não permite o relacionamento entre as pessoas, ele gera o medo. O medo do desconhecido. E havendo o medo, não há espaço para o diálogo, para a troca, para o crescimento.

O Muro do Eu é muito parecido com os muros das residências, dos escritórios, dos condomínios… que só aprisionam e limitam. E conforme o tempo passa, torna-se mais alto, mais instransponível, dando a falsa ilusão de defesa, de segurança e proteção.

A derrubada do Muro do Eu não é fácil, mas perfeitamente possível. Que em seu lugar sujam tapetes gramados e floridos dando livre passagem ao vento, à chuva, ao sol, à lua. Que a criança interior se liberte e possa transitar livremente sem se esbarrar nos obstáculos do Eu e encontre assim as forças do Nós.

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