Fio de Ariadne

É PRIMAVERA!

Sensação de controle e conforto.

Tudo se encaminha a contento, sensação de que há uma ordem estabelecida. A vida parece orquestrada. Os instrumentos em seus devidos lugares e com afinação impecável.

Mas nem tudo são flores.

Há também os espinhos, e a insistência em não enxergá-los. Eles são pontiagudos. Penetram, rasgam, machucam numa intensidade que só quem é atingido, o reconhecem e valorizam.

É um valor devastador, certamente. E que preço há de se pagar por ele…

Tamanho é o susto do impacto, um atordoamento descomedido toma lugar e perde-se o eixo de si mesmo. Buscas por respostas, por explicações, por culpados e até por aliados.

E a flor, com toda sua beleza e delicadeza é esquecida, deixada de lado.

Esquece-se do todo e foca-se no espinho. O espinho passa a ser o norteador da vida, e ironicamente, o grande gerador de nova zona de conforto. Mas ele é só mais um espinho. Por maior e ameaçador que seja, não passa de um espinho. É essa sua natureza, a de espinho, não podendo mudar jamais.

Tanto a flor como o espinho ensinam o valor de cada papel e função. Não existe o mais ou o menos importante. Existem apenas as diferenças que se complementam.

E depois da ressaca, vem a esperança. Elasticamente os ânimos aos poucos voltam aos seus lugares, e lá vem mais uma chuva trazendo a possibilidade de renovação.

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