Fio de Ariadne

PELO BOM USO DO NOVO

Sou da geração que acordava pela manhã com o barulho do despertador.

Sou da geração que tinha fogão à lenha, à gás ou elétrico. Em casa tínhamos os três.

Sou da geração que os toca-discos eram manuais e separados do rádio.

Sou da geração que tinha TV em casa, mas com horário para assistir as programações mais adequadas para a idade.

Sou da geração do telefone a disco, e na minha cidade solicitava-se à telefonista o número desejado, e aguardava-se a ligação ser completada.

Sou da geração onde o carro da família era dirigido apenas pelo pai. Minha mãe até tentou dirigir, mas não gostou da experiência e achou melhor ficar na dependência.

Sou da geração que aprendeu datilografia em máquina manual. As teclas eram pesadas e duras dificultando sua manipulação.

Sou da geração que arquivo era um armário de metal com gavetas para guardar documentos.

Acompanho entre assustada e admirada tamanho desenvolvimento e aperfeiçoamento das máquinas. A cada dia uma inovação que surpreende a todos. O que é novidade hoje, amanhã estará obsoleto.

Tenho a sensação que serei a qualquer momento atropelada pela velocidade tecnológica, e que não conseguirei acompanhar tal dinamismo.

É uma sensação tão forte que por muitos momentos me sinto uma burra tecnológica, mas aos poucos vou aprendendo e me adaptando e o novo já não é tão assustador.

Passo de burra a míope tecnológica. Manipulo as máquinas com certo receio, sem ainda enxergar a dimensão de suas possibilidades e muito menos a minha capacidade de uso.

Em muitas circunstâncias parece até má vontade de minha parte, o que não é verdade. O difícil é a alfabetização tecnológica e entender toda uma linguagem específica, que mais me parece grego, afinal, toda linguagem é um sistema de sinais e signos e com a sua compreensão a comunicação é construída.

Então concluo aliviada, que qualquer tipo de máquina é só mais um recurso que facilita minha vida de forma eficaz e eficiente e ela, a máquina, e tão somente ela me servirá, sem a hipótese de me tornar sua escrava. E de míope passo a inteligente tecnológica fazendo uso dos recursos que me são úteis e necessários, me deliciando com as boas novas.

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