Fio de Ariadne

VAMPIRISMO

Ouve-se ao fundo as doze badaladas do relógio de uma igreja indicando meia noite, num lugar qualquer (de preferência um castelo sombrio). Vê-se uma urna mortuária se abrindo, e de lá sai o Vampiro, uma figura sinistra, pálida, com aspecto de pouquíssimos amigos, mas com muita gana de encontrar sua próxima vítima. Vítima esta sempre indefesa com características marcantes de ingenuidade, mas que possui aquilo que o vampiro tanto deseja e precisa: o sangue que será sugado no pescoço pelos salientes dentes caninos do Vampiro. É a energia vital da vítima que o alimentará e o manterá vivo pela eternidade. E uma vez vítima consumada, passa a ser também um vampiro. A vítima aprende e passa a ser um algoz.

Eis aí um rápido resumo de uma cena de uma história de Vampiros, que pode ser filme, HQ, novela, folhetim… ou a própria vida. Não importa. O que importa é a simbologia ou representação da história.

Mas… Vampiros existem? Se existirem, quem são eles? Onde podemos encontrá-los?

Vampiros existem sim. Não vivem ou se escondem em urnas mortuárias em castelos sombrios, isto é só um Arquétipo ou simbologia.

Os vampiros vivem entre nós. Qualquer um pode ser um vampiro. Qualquer um pode simbolicamente ser um vampiro. Aquele que busca de forma frenética e assustadora aquilo que o outro tem de melhor é um vampiro. Ele quer o que é do outro. Ele quer ser como o outro. Eis aí o vampiro de nossos tempos: Aquele que quer sugar o que o outro tem de melhor.

O vampiro precisa do outro, ele não existe sem o outro. É um predador, e suas vítimas são escolhidas a dedo, geralmente os desarmados e incautos, os muito crédulos, possuidores daquilo que representa a vida. Pode ser a alegria de viver, a motivação, a criatividade, o entusiasmo… Enfim, uma força interna positiva que leva o ser humano a realizar coisas.

O Vampiro de nossos tempos se alimenta exatamente disto: Da força interna positiva que move o ser humano. E enquanto ele, o Vampiro vive e resiste, o outro se esvazia,  perde força e coragem para continuar sua luta. Fica entregue ao Vampiro, contamina-se e, por sua vez, torna-se um deles. E sai a procura de uma vítima.

Um comentário em “VAMPIRISMO”

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